As falhas nas obras públicas

IMG_5830Estamos acompanhando as obras de recapeamento na área central da cidade, com recursos oriundos do DADE (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias). Muitas notícias foram divulgadas, desde o início dos serviços, com manifestações populares sobre a qualidade e demais falhas apresentadas no decorrer dos trabalhos.

Os trabalhos foram feitos pela empresa DNP Terraplanagem, contratada via licitação pela Prefeitura de Salto.

Na última semana foram finalizados os recapes no trecho próximo ao Terminal Rodoviário. Mas, se o cidadão que passar por lá reparar, verá que tem um trecho da rua Luiz Dias da Silva, esquina com a Rio Branco que dá a impressão que não teve o serviço de melhoria.

O curioso é que o jornal consultou a Administração Municipal se iria notificar a empresa a realizar novamente o serviço de recuperação desse ponto afetado, mas a resposta foi, no mínimo, irônica. Segundo a Secretaria de Obras, os serviços de recape tem fiscalização tanto da Prefeitura, quando de um laboratório de controle, requisito este exigido pelo DADE.

Diante dessa resposta, fica aquela cara de espanto e o questionamento: “Tem fiscalização? Tem laboratório de controle?”

Infelizmente, a realidade que vemos é outra. De serviço que deixa a desejar e de falta de fiscalização. A camada asfáltica pode até estar dentro das exigências e do tal controle de laboratório, mas existem falhas que poderiam ter sido corrigidas desde o início das obras, evitando críticas e cobranças.

Como já apontado, o nível da rua ficou elevado e já vem gerando transtornos, inclusive para moradores acessarem suas garagens ou passarem por canaletas. Estacionar em vagas também ficou mais complicado e as esquinas de toda a extensão da rua Rio Branco estão com água represada, onde deveria ter um serviço eficiente de rede de água para escoamento.

O pior são os rebaixamentos de guias nas esquinas que não podem ser chamadas de pontos de acessibilidade. Aquilo são aberrações urbanas que desrespeitam quem precisa fazer uso delas. Será que os responsáveis pelos serviços já sentiram na pele o que é um cadeirante tentar acessar essas guias e quase sofrer uma queda?

Sem contar que a sinalização, outro ponto fraco do Governo, ainda não ocorreu nessa última rua recapeada pela Administração e nas demais da cidade e dos bairros, mesmo com tantas reivindicações.

Aqui não se critica os recapeamentos, visto que a Prefeitura argumentou junto ao Governo o Estado essa necessidade através de dinheiro que poderia ser aplicado no Turismo. O que se coloca em evidência são as falhas que vemos em obras públicas, as quais nem sempre ou raramente contam com fiscalização dos devidos setores. E quando o Legislativo aponta, através de fiscalizações de um ou dois vereadores, a Prefeitura se incomoda e acha que faz parte do grupo ‘quanto pior, melhor’.

A verdade é que o poder Executivo precisa aprender a assumir suas falhas, porque elas existem e muitas vezes tentam velar e ter mais humildade para ouvir os anseios populares. O povo não pede nada além de um serviço de qualidade. Se quer mostrar serviço em período eleitoral, que faça com disposição de corrigir os problemas que surgem no decorrer deles e, se puder evita-los, melhor ainda. Só não pode fazer vistas grossas e alegar que existem fiscalização que isso é uma inverdade.

O prefeito Juvenil Cirelli sempre declarou para a imprensa que não faz obras de perfumaria e sim, corrige falhas de longa data que ninguém nunca teve coragem de mexer. Pois bem, que essa sua afirmação seja realidade e não fique apenas em palavras ao vento.

O povo só quer o atendimento do básico. Mas, que esse básico traga junto  respeito, transparência, fiscalização e zelo com o dinheiro público. Sem mascarar a verdade.

 

 

 

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