Vida do bebê Rafael mudou quando a mãe descobriu a ADEVISA

Fernanda, Adriana, Rafael e João em entrevista ao JE

Fernanda, Adriana, Rafael e João em entrevista ao JE

Após cirurgia da catarata congênita, o bebê precisava de um acompanhamento rotineiro para estimular a visão e a ADEVISA tem feito esse trabalho com bons resultados na vida da criança

 

Há quem pensa que a ADEVISA (Associação dos Deficientes Visuais de Salto) só atenda pessoas cegas, mas é um engano. A entidade trabalha com 43 alunos atualmente, sendo cerca de 30 deles com baixa visão (crianças, adolescentes e idosos).

Atua em Salto com uma equipe completa de informática, música, psicóloga, educação física, soroban (Matemática), terapeuta ocupacional, técnico de orientação e mobilidade, professora de Braile, assistente social e uma voluntária em informática que dá aula focada para as crianças.

Nesta semana o JE conheceu a história do bebê Rafael Amorim de Sá, filho de Adriana Cavenaghi, adotado quando tinha apenas 3 dias de vida, que está recebendo o atendimento da ADEVISA e os resultados são positivos e enobrecem ainda mais a atuação da Associação em nossa cidade. Tanto que a mãe Adriana vem divulgando os trabalhos para outras mães da região, sendo que Salto tem uma entidade que é referência em estímulos visuais e acompanhamento de muitos casos.

Após buscar o atendimento em São Paulo, Campinas e outras cidades, Adriana ficou sabendo da existência da ADEVISA e desde março deste ano vem frequentando o espaço junto com o filho Rafael, que daqui uma semana completa 1 aninho.

Adriana está com a guarda provisória da criança, por isso ainda não tem o sobrenome dos pais. Com um mês descobriu que o filho tinha catarata congênita e correu atrás para  a cirurgia, mas é preciso o acompanhamento para estimular a visão da criança e não comprometer o seu desenvolvimento. Na ADEVISA, Rafael passa por acompanhamento da terapeuta ocupacional Fernanda B. da Cruz e tudo que é ensinado ali, a mãe faz também em casa.

“A mãe entra nos atendimentos, é uma mãezona que adapta tudo em casa. Traz dúvidas, aprende aqui e faz a lição em casa, tanto que Rafa teve uma grande melhora, porque antes ele percebia as luzes apenas no escuro, algumas luzes coloridas ele não respondia”, cita Fernanda.

Hoje Adriana envia vídeos para a médica que atendia a criança em São Paulo, cuja profissional comemora os resultados. Para a mãe, o trabalho desenvolvimento vai além da assistência, é de aconchego e isso facilita os resultados.

Segundo o voluntário Carlos Mazzi, “as pessoas entendem que a ADEVISA é uma escola de cegos, mas não é só para isso que se presta”.

Pelo contrário, a ADEVISA tem tido uma atuação macro na nossa cidade e é importante, segundo os profissionais que atuam ali, que os saltenses saibam que ali se trabalha toda a parte física, sensorial e cognitiva desde os primeiros dias de vida da criança. Os pais devem ficar atentos para a descoberta cedo dos problemas visuais, não apenas no período escolar quando os professores acabam se atentando a isso.

A terapeuta ocupacional Fernanda explica que a criança com baixa visão ou cegueira tem defasagem no desenvolvimento e a estimulação visual vai acontecer para trabalhar a visão residual. Como é o caso de Rafael que aos 8 meses não conseguia sentar, pois atrapalha o controle motor e hoje, com o trabalho de estimulação exercido junto à ADEVISA e toda a atenção e reforço dos pais em casa com a continuidade do tratamento, é uma outra criança.

Por falta de conhecimento, os pais acabam não procurando o auxílio da entidade quando as crianças estão com menos 1 ano. “Quanto mais cedo chegar aqui, é melhor para o desenvolvimento da criança”, explica Mazzi.

A entidade se mantém de eventos que participam (festas juninas, temáticas, festas municipais), associados contribuintes (parcela simbólica), convênio com Ação Social e prestam serviços para escolas municipais e assessorias para as escolas. Para se tornar sócio da entidade, o interesse pode contatar o telefone 4021.5053 ou pelo email adevisa@superig.com.br, em seguida é feito um cadastro da pessoa que pode levar a contribuição ou fazer o depósito em banco. “Mas é importante que tenha o primeiro contato com a entidade para saber como funciona”, solicita Carlos Mazzi.

A diretoria da ADEVISA é formada por:

Delair de Fátima Bim Mazzi (presidente); Luiz Bonardi (vice presidente); Dirceu Martoni (tesoureiro); Lúcia Fátima de Lima (Conselho Fiscal); Danieli Cristina Martoni (Conselho Fiscal); Carla Cristiane da Silva (Conselho Fiscal); Josefa Nascimento Araújo (Conselho Fiscal).

O prédio fica na rua Floriano Peixoto, 1596 (entrada pela rua Regente Feijó).

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